domingo, 29 de janeiro de 2012
Roberto Carlos proíbe Louco por você no iTunes
Louco por você, o disco renegado por Roberto Carlos, está na Internet, vendido legalmente, pelo iTunes, cada faixa a R$ 0.99. O disco inteiro, custa R$5,99. O LP original, em bom estado pode chegar R$5 mil. Quer dizer, estava. O iTunes deixou tirou do catálogo de Rc que está comercializando.
O Rei estrilou, porque o álbum foi incluído no índex de suas obras proibidas de ir a público, como Que tudo mais vá pro inferno. Pena, a versão do iTunes foi remasterizada. Louco por você, de 1961, lançado pelo elo Columbia (hoje Sony Music) tem um sonzinho mais ou menos, não passa de uma curiosidade na obra de RC. A capa, por sinal, foi plagiada de um outra outra de um tecladista americano.
Postado por José Teles na Coluna Toques do NE10
Orkutizados, a nossa nova gentalha
Publicado em 27.01.2012, às 17h21
Nós, donos da razão, cujo julgamento não pode ser questionado, decidimos: o Orkut é para os fracos, os infelizes, os pregos. Criamos inclusive um termo. Uma família inteira deles. Orkutização, orkutizar, orkuteiro, orkutizado... e lá se vai.
Serve para deixar bem claro que quem usa Orkut é gente diferenciada. Que nós, em nosso Olimpo cultural, cercados de arte e requinte, sabemos identificar o tipo, evitá-lo, e, acima de tudo, deixar absolutamente claro que não fazemos parte de tal tribo.
Orkutizados são a nossa nova mundiça. Aqueles para quais olhamos de lado, treinados que fomos, no disfarce, para esconder o preconceito, mas soltamos uma expressão detonadora se houver alguém para compartilhar a desaprovação.
Mundiça virtual, diga-se. É na rede que o carimbo orkutizado cai com frequência. Parecido ao nosso grito vida real de “Gentalha! Gentalha! Gentalha!”. É para intimidar, para manter o povinho no seu devido lugar, para realçar que discordamos totalmente de tão horríveis atitudes.
Adoramos posar de superiores. E precisamos. Não queremos nossa imagem agregada à tosqueira, ao trash, ao podre, enfim, ao que se determinou ser ruim, inferior. A melhor maneira de se distanciar é discriminar. Apontar e rir do outro, avacalhá-lo. Aí nós ficamos imunes. Aparecemos como finos e elegantes.
Até os mais politicamente corretos escorregam. Relaxam, xingam, se permitem fazer piadas quando atacam o Orkut. Quando atacam os shortinhos cavados, as fotos no espelho, os bonés virados para trás, as correntes de bicicleta no pescoço.
Nossa alma refinada gosta de rir de palavras escritas com vários coraçõezinhos pelo meio, de gordurinhas acochadas e sobressaindo em blusas de cottom, de bermudas com o cós quase pelo joelho e da cueca metade aparecendo.
Ninguém da elite resiste a gargalhar diante de um erro de ortografia ou de concordância ou de um ***M@Teu$ziM pL@Y3oY*** ou um “amuh menhaix miguxas!!!!” ou “Eu só add GOSTOSAS”.
Por coisas assim, terrivelmente insuportáveis aos nossos olhos sensíveis, que lutamos contra a orkutização do Facebook. O nosso refúgio de beleza e cultura não pode ser invadido e ultrajado.
Temos, então, em nossa marcha com Deus e pela família Face, que manter as classes C e D lá naquele local, que já foi nosso, pelo qual já lutamos por convites para ingressar, que nos orgulhávamos de estar presentes, mas que decaiu, foi infestado, se popularizou. Hoje temos vergonha de pertencer, de revelar que nosso perfil ainda existe em meio a tanta nojeira.
Não! Não somos pedantes, nem separatistas, nem queremos marginalizar. Imagina! Logo nós que louvamos as manifestações populares, que citamos sociólogos, educadores, pensadores marxistas e tudo mais. É que precisamos de espaço puro, gradeado, com cerca elétrica. Mas como está aberto, temos que vigiar e enxotar.
Os orkutizados têm o Orkut. Que fiquem lá! Que nos poupem de seu desprendimento, de sua coragem de arriscar, de ser quem são livremente. Que nos poupem do sorriso aberto, dos abraços coletivos francos, da transgressão estética, de não terem que posar de eruditos, de gostarem porque gostam e ponto, sem a opressão de temer o ridículo. Nós nos esforçando como sujeitos normais e eles aprendendo a ser loucos.
O Orkut é, digamos, nossa webcracolândia. Onde largamos os indesejáveis. Para que não agridam nossa sensível retina com seus brilhantes cartões de amor à vida, suas fotos familiares em piscinas de parque aquático ou em lajes com churrascão.
Não queremos isso. Queremos assepsia. Pinturas de Picasso e Debret, fotos de Sebastião Salgado, músicas de Maroon 5, Tulipa Ruiz e Chico Buarque, frases de Clarice Lispector, poesias de Fernando Pessoa.
O Facebook é nossa zona de conforto, nossa Daslu internética, grife exclusiva. Deveriam analisar currículo para aprovar novatos, implantar sistema de convites, não aceitar qualquer um.
Permaneçam longe, orkutizados. Já não basta brigarmos por vocês quando alguma área é desapropriada? Não basta reclamarmos por direitos humanos, por justiça social? Ainda querem entrar na nossa rede?
Baixaria só presta como fantasia de Carnaval. Em bailes que nos produzimos de cafuçus e afins. É engraçado zoar pagando de pobre. Até parece que somos iguais, que respeitamos o gosto de vocês. Mas é apenas greia. Lembrem-se: na vida real e virtual, cada um no seu quadrado.
No nosso quadrado há regras, limites de comportamento. Nossa defesa de internet sem fronteiras, contra a censura e coisa e tal, serve somente quando tentam impedir nossos downloads gratuitos. Aí viramos democratas, libertários.
Mas na nossa rede social não. Aqui ou se enquadram, orkutizados, ou se preparem para a pressão. Desta vez, não deixaremos vocês vencerem. Não deixaremos que nos expulsem de novo. Nem temos mais para onde ir. Para o Google +, aquele cemitério, nos recusamos.
Atentem, orkutizados: essa limpeza é para o bem da rede social, nada tem a ver com intolerância. Nós os ungidos sabemos o que é bom e legal. Só nós.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Darth Vaders de toga
PUBLICADO NO GLOBO DESTA SEXTA-FEIRA
Nelson Motta
Formar-se em Direito, passar nos exames da OAB em que menos de 10% são aprovados, disputar os concursos para a magistratura em que apenas 1% passa, é duríssima a carreira de um juiz, pelas responsabilidades da função pública que exerce. Mas, nada justifica que tantos juízes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ganhem mais de R$ 50 mil por mês, o dobro do salário da presidente da República e do teto legal, e alguns recebam até quatro vezes mais.
Sim, os benefícios não são ilegais – ninguém conhece as leis melhor do que os juízes – e vigoram por decisões judiciais e administrativas dos próprios beneficiários.
Todos os juízes sabem que nem tudo que não é proibido pela lei é permitido pela ética, e a grande maioria, principalmente das novas gerações, não aceita mais a cultura de privilégios das velhas elites judiciárias encasteladas no poder.
Sim, a carreira é muito difícil para todos, e alguns, às vezes entre os mais brilhantes, acabam se desviando pelo caminho, corrompidos pela vaidade, a ambição e a onipotência, como Darth Vaders de toga que passam para o lado escuro da Força.
Raros são denunciados ou punidos e continuam reagindo indignados contra qualquer investigação, denunciando as críticas na imprensa como conspiração para desmoralizar toda a corporação, quando querem apenas impedir que se faça … justiça.
É verdade que não há justiça na natureza, muito pelo contrário, nem no cosmos, nem nas religiões (pelo menos na vida terrena), nem nos deuses que permitem injustos e cruéis sofrimentos, a morte de inocentes e a salvação de assassinos.
A ideia de justiça é uma invenção humana, baseada na ética e na moral, como parte fundamental do processo civilizatório, mas existe apenas como tentativa de fazer justiça, nem sempre realizada, pelas precariedades da condição humana.
O que não é justo é a imensa maioria de juízes honestos, que cumprem todos os deveres que sua nobre função exige, ser usada como escudo por elites corporativas que não querem justiça, mas privilégios abusivos pagos pelo trabalho e os impostos de todos nós, inclusive os juízes honestos.
O PAÍS ESTÁ MUITO CHATO AO VER DISCRIMINAÇÃO EM TUDO
Carlos Brickmann
David Nasser, turco que gostava de ser chamado de turco, compôs uma beleza de batucada: “Nega do Cabelo Duro“. Oswaldo Santiago e Paulo Barbosa brincaram com os chineses (“Lá vem o seu China na ponta do pé/ lig, lig, lig, lig,lig, lig lé (…) chinês, come somente uma vez por mês”), Adoniran Barbosa falou dos judeus (“Jacó, a senhorr me prometeu/ uma gravata, até hoje ainda não deu/ faz trrinta anos, que esto se passarr/ e até hoje o gravata não chegarr”). Lamartine Babo disse que a cor da mulata não pegava. Racismo? Racismo é a mãe!
Pois não é que agora querem ver discriminação racial em tudo? Há dias, um artigo assinado por um desses intelectuais com gavetas cheias de diplomas e uma cabeça vazia de ideias e raciocínio fez duros ataques ao ator Marcelo Serrado, que faz o papel de bicha louca numa novela. Dois eram os principais argumentos: primeiro, que a bicha louca fazia trejeitos de bicha louca, e isso provocava homofobia; segundo, que o ator disse que não gostaria que sua filha de sete anos visse um beijo gay na TV, e isso, para o professor-mestre-doutor-sabetudo, também é homofobia. Cá entre nós, homofobia é a mãe.
Primeiro, o ator faz papel de bicha louca porque é assim que seu personagem na novela deve se comportar. Anthony Hopkins se comporta como canibal em O Silêncio dos Inocentes porque seu papel é de canibal. Se é para criticar alguém, que se critique o autor — mas como acusar de homofobia exatamente um dos maiores lutadores contra a homofobia, Aguinaldo Silva, que há uns 30 anos editava o jornal Lampião e enfrentava o moralismo da ditadura? Ah, Lampião! Ali estavam também Antônio Chrysóstomo, Jean-Claude Bernardet, João Antônio, João Silvério Trevisan, Peter Fry, tudo gente de primeiro time. Um belíssimo jornal.
Segundo, há gente que tem medo até de olhar para gatos (é uma doença, a ailurofobia). E daí? Se ninguém os obrigar a pegar um gatinho no colo, se o ailurófobo não sair por aí maltratando gatos, tudo bem. Há gente que odeia salas sem janelas. Se não forem obrigadas a entrar nestas salas, se não saírem quebrando os móveis, e daí? O ator não gostaria que sua filha de sete anos visse um beijo gay na TV. Este colunista não gosta de ver essas lutas de UFC e muito apreciaria que seu filho também não gostasse. Mas ele as aprecia. O colunista não gosta de comer bacalhau. E daí, cavalheiros? Alguém pretende processá-lo por negar-se a ver pessoas brigando? Estará insuflando a bacalhaufobia? Sejamos sérios!
Este país está ficando muito chato. Este colunista é gordo, não “forte”. Todo mundo que tem a sorte de não morrer cedo fica velho, em vez de “entrar na melhor idade”. Anão é anão, preto é preto, cego é cego. Afrodescendente? O material científico disponível informa que o Homo Sapiens tem origem na África. Todos somos, portanto, do negão ao sueco albino, afrodescendentes.
E, lendo essas coisas que a gente vê por aí, é preciso firmar opinião: seja qual for o número de diplomas que ostente, burro é burro.
Indicadores Econômicos - 27/01/2012
inflação
Índice Valor (%)
IPCA IBGE (mês) 0,50%
INPC IBGE (mês) 0,51%
IPC Fipe (mês) 0,61%
IPC-DI FGV (mês) 0,79%
IGP-DI FGV (mês) 0,43%
IGP-M FGV (mês) 0,50%
IPA-DI FGV (ano) 4,12%
ICV Dieese (mês) 0,93%
juros e poupança
Índice Variação (%)
Selic (ano) 10,50%
CDI (ano) 10,30%
TJLP - Taxa de juros de longo prazo (trimestre) 6,00%
TR - Taxa referencial (mês) 0,0573%
Poupança (mês) 0,558%
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Recolorindo fotos históricas
Abraham Lincoln
Albert Einstein
Anne Frank
Alfred Hitchcock
August Strindberg
Charles Darwin
Theodore Roosevelt
Charlie Chaplin
Che Guevara
Fridtjof Nansen
Winston Churchill
Karin Boye
Mark Twain
Dorothea Lange
Dorothy Counts
Abraham Lincoln
Viet Cong
Casal da Times Square
A beleza exótica da Índia (41 fotos)
A Índia é um país de mistério e exotismo. Então vamos vê-la pelas lentes do fotógrafo Suresh Nataradzhana e mergulhar no humor e espírito deste lindo país.
O indiando Suresh Nataradzhana é um dos principais fotógrafos de moda e publicidade da Índia. Ele aprendeu a fotografar a si mesmo e acredita que é impossível ensinar fotografia, se a pessoa não tiver talento. Seu sonho é viajar mundo afora para fazer retratos e filmes.
Boa visualização


